O que fazemos
Belo Horizonte/MG
Salvador/BA
Juazeiro/BA
Sto Amaro-São Paulo/SP
Centro Vocacional Oblata
Acompanhamento Vocacional
Depoimentos
Divulgação
Países
Sobre Padre Serra
Abertura do Bicentenário
No Brasil
Artigos
Pesquisas
VII Encontro -2009
VIII Encontro - 2010
IX Encontro - 2011
Tráfico de Pesssoas
Encontro da Rede
Unidades Oblatas
Capítulo Provincial
Seminário
Comunicação
Encontro da Rede Oblata
Projetos Mundo
Projetos Brasil
Diga NÃO à violência contra Mulher
Capacitação
Outros
Comunidades
Comemorações
Cirandas Parceiras
Projetos Oblatas
Compartilhai
Jornal da Rede Pastoral Oblata
Pastoral da Mulher de Belo Horizonte - MG
Pastoral da Mulher de Juazeiro - BA
Economia Solidária
Tráfico de Seres Humanos
Prostituição
Violência Contra a Mulher
Jornal da Rede
Comunidade
Celebrações
Cursos
Oficinas
Sensibilização
Igreja do Brasil
Cidadania
Direitos Humanos
Gênero
Projetos Pastorais
Cultura
Igualdade

terça-feira, 6 de março de 2012

Gênero e religião

Ir. Lúcia Alves

Esse texto tem a pretensão refletir sobre a relação das mulheres com as religiões, onde as mesmas se encontram nesse universo, que papéis ocupam nas igrejas e templos e discutir brevemente a relação da mulher em situação de prostituição com a religião cristã.

Os estudos que vêm sendo desenvolvidos nos últimos anos, sobretudo pelas mulheres, vêm interrogando as religiões em uma perspectiva feminista.  Percebe-se que as mulheres “investem” mais em religiões do que os homens, ou são mais adeptas da religião do que os homens. Mas há um equívoco nessa constatação quando aprofundamos o assunto, pois as religiões ainda é um campo de “investimento” masculino. Se olharmos a história podemos perceber que os homens dominam o conhecimento do “sagrado”. O discurso, as normas, regras e doutrinas são produzidas e definidas por homens na maioria das religiões. Nos cargos de poder e decisões ainda prevalece o sexo masculino. As mulheres estão ausentes desses espaços executando o que é pensado e determinado pelos varões.  Elas estão presentes na prática religiosa atuando nas pastorais, nos rituais e na transmissão da tradição. As mulheres são a maioria nas igrejas e templos, porém uma presença silenciosa, no nível da execução de funções e tarefas.

A construção social das religiões é atravessada pelas relações de gênero, classe e raça. Os estudos de gênero pretendem desconstruir o preconceito que a biologia impôs definindo papéis ao masculino e ao feminino gerando assim desigualdades.

Ao observar a vida dos homens e das mulheres na história pode-se constatar como o gênero, em uma construção sociocultural do homem e da mulher, é fortalecido ou não, conforme o passar do tempo e espaço. Essa alternância de forças ocorre especialmente com a mulher e nas instâncias política, econômica e religiosa.

A mensagem das religiões, sobretudo, a do cristianismo, é garantir os valores fundamentais da existência na vivência humana, porém parece conter um índice de contradição quando se trata da relação com as mulheres. Os valores e as virtudes propostos pelo cristianismo foram vividos de forma diferente pelos homens e pelas mulheres nas distintas culturas, e não só entre homens e mulheres, mas entre distintas categorias de mulheres.  

As mulheres em situação de prostituição carregam, além do estigma, o peso do pecado, da culpa por sentir que estão praticando algo que não é de Deus, como costumam expressar. A religião institucional, não tem conseguido expressar valores e virtudes, que contemple a mulher em sua condição, ao contrário, tem reforçado o preconceito quando acentua a questão do pecado e a culpa. A religião pode ser uma força que ajuda as mulheres a reconhecerem sua dignidade e crescer na autoestima, como também pode favorecer a acomodação, delegando a ‘responsabilidade’ da vida ao divino quando as mulheres vivenciam, por exemplo, atitudes de aceitação da situação de opressão. Isso acontece quando se tem uma imagem de um Deus onipotente, poderoso e distante da realidade.

Um estudo realizado com um grupo de mulheres em Belo Horizonte e a escuta às mulheres que participam no Projeto Antonia em São Paulo, nos levam a crer que elas sentem o reflexo da teologia machista que o cristianismo pregou durante os séculos, como por exemplo, a interpretação feita das personagens femininas da Bíblia. Têm Deus como suporte e esperança nos momentos mais difíceis de suas vidas, sentem-se acolhidas por Ele, porém é uma fé sem a mediação das igrejas e da religião institucionalizada.

Religião e gênero são assuntos que vêm sendo estudados e aprofundados, mas ainda a mediação com o sagrado na história da religiosidade tem sido realizada por homens e, portanto, o poder religioso tem sido basicamente exercido pelo masculino nas diferentes religiões. 

Voltar 


maio 2018
 DSTQQSS
S  12345
S6789101112
S13141516171819
S20212223242526
S2728293031  









 

Busca:
 

Na sua opinião, por que as mulheres estão curtindo sexo anal?

 
 

 


Home . Apresentação . Histórico . Mística . Missão . Cadastre-se . Localização . Links . Trabalhe Conosco . Contato
Copyright 2006 – Instituto das Irmãs Oblatas do SSmo Redentor - Todos os Direitos Reservados
fale conosco: info@oblatas.org.br Tel: 11 2673-9069